Estamos felizes com a participação no CORREDOR CULTURAL do aniversário da cidade: platéia interessada e emocionada. Veja abaixo uma das manifestações recebidas. OBRIGADO A TODOS!!!!
"Meu querido Marcos Marinho! Acabo de chegar em casa e apresso-me em mandar esta mensagem para você. Estou impactada com aa peça "Meu dia perfeito": texto muito profundo, cenário e trilha sonora perfeitos, somados à sua fantástica interpretação, amigo. Adorei! Uma excelente oportunidade para a reflexão sobre o ser humano e suas "viagens" na busca de si mesmo e do outro. Ver esta peça transformou o meu domingo num dia mais que perfeito. Eu sou grata por você gentilmente ter colocado em minhas mãos o convite para o espetáculo, mas especialmenteeu sou grata pela oportunidade de ver tamanha beleza em um espaço de 60 minutos. Valeu o meu domingo!Muito obrigada, Marquinho e meus parabéns a você e toda a sua equipe pela GRRRRRANDE Produção. Meu abraço e meu carinho. Eleutéria/Didi"
segunda-feira, 31 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
AGENDA PARA PRÓXIMOS DIAS
DIAS 29 E 30 DE MAIO - no Espaço Mezcla - Juiz de Fora.
fazendo parte da programação do CORREDOR CULTURAL nas comemorações do aniversário da cidade.
Os Ingresssos gratuitos devem ser retirados na FUNALFA.
ENTRE 02 e 06 DE JUNHO - em Quito - Equador
na programação do DÉCIMO FESTIVAL DEL SUR
a programação está em http://festivaldelsur2010.blogspot.com
fazendo parte da programação do CORREDOR CULTURAL nas comemorações do aniversário da cidade.
Os Ingresssos gratuitos devem ser retirados na FUNALFA.
ENTRE 02 e 06 DE JUNHO - em Quito - Equador
na programação do DÉCIMO FESTIVAL DEL SUR
a programação está em http://festivaldelsur2010.blogspot.com
quinta-feira, 1 de abril de 2010
PLATÉIAS EMOCIONADAS NA SEGUNDA TEMPORADA
Marinho
Da janela também observo o que acontece naquela cobertura de forma repetitiva e curiosa, domingo após domingo, fazendo de mim expectador de cada movimento. A porta dimensiona o gigante que entra e sai no seu dia solitário e rico na constução vigiada e vigilante do seu "redor" ; cato as migalhas do pão que me sobram e que alimentam o meu anseio e a minha busca por algo que está ali mas que ainda tenho travado dentro de mim. O vaso de flores e o tapete que me traz o frescor da grama de um piquenique qualquer saem da cartola do mágico personagem que não se cansa em nos revelar segredos... infindáveis possibilidades na convivência com a solidão!
O chapéu feito do jornal da minha infância também é barco e avião atacando a ciranda que minha mãe tantas vezes construiu para mim. Estou na beira do abismo que me limita e que me dá asas no voo em câmera lenta do astronauta e na pipa que me faz sonhar. Dos livros caixinhas de música recolho as mais lindas canções de minhas recordações. O manequin é a companhia fragilizada pela caixa que fica no canto de nossos cantos e que carregamos debaixo do braço de nossas esperanças.
E o tempo passa... e o tempo passa... e o tempo passa... E perplexo diante do ator que se entrega diante da platéia cabra-cega e emocionada, sou aprendiz de tudo e precursor dos sonhos que busco e que, gota a gota, se materializam para mim, na tempestade provocada pelo "Monstro Marinho", poeta e guerreiro da noite que me fez tão bem!
Grande abraço! Grande admiração!
Marcelino Padilha
Da janela também observo o que acontece naquela cobertura de forma repetitiva e curiosa, domingo após domingo, fazendo de mim expectador de cada movimento. A porta dimensiona o gigante que entra e sai no seu dia solitário e rico na constução vigiada e vigilante do seu "redor" ; cato as migalhas do pão que me sobram e que alimentam o meu anseio e a minha busca por algo que está ali mas que ainda tenho travado dentro de mim. O vaso de flores e o tapete que me traz o frescor da grama de um piquenique qualquer saem da cartola do mágico personagem que não se cansa em nos revelar segredos... infindáveis possibilidades na convivência com a solidão!
O chapéu feito do jornal da minha infância também é barco e avião atacando a ciranda que minha mãe tantas vezes construiu para mim. Estou na beira do abismo que me limita e que me dá asas no voo em câmera lenta do astronauta e na pipa que me faz sonhar. Dos livros caixinhas de música recolho as mais lindas canções de minhas recordações. O manequin é a companhia fragilizada pela caixa que fica no canto de nossos cantos e que carregamos debaixo do braço de nossas esperanças.
E o tempo passa... e o tempo passa... e o tempo passa... E perplexo diante do ator que se entrega diante da platéia cabra-cega e emocionada, sou aprendiz de tudo e precursor dos sonhos que busco e que, gota a gota, se materializam para mim, na tempestade provocada pelo "Monstro Marinho", poeta e guerreiro da noite que me fez tão bem!
Grande abraço! Grande admiração!
Marcelino Padilha
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
REPERCUSSÃO DA PRIMEIRA TEMPORADA
“Meu dia perfeito”
Espetáculo de teatro com o ator Marcos Marinho sob direção de Ricardo Martins
Quem não quer na vida, um dia perfeito? E para cada um, a perfeição deve tocar diferente... E por fim, a perfeição será para este um; a sua perfeição. E quem sabe esta já trará consigo uma contradição, isto é, sua imperfeição.
Assim é também a arte. Na busca do belo, encontrará o não belo. E o teatro não poderá ser diferente: na busca pela presença poderá trazer também consigo a não- presença.
É nesta busca da perfeição, do belo e da presença, que se encontram Marcos Marinho e Sr. M, num duplo revelador de si mesmo (e de nós mesmos). E como muito bem propõe e espera o diretor Ricardo Martins, o encontro consigo e com o outro, com aquilo que toca o coração.
Numa cena clara e desenhada, anima-se um palhaço humano a viver um domingo. Não um dia qualquer, mas um domingo perfeito. Quase parecido com os outros vividos, mas as imaginações, as desumanidades e as esperas são novas, vividas ali com cada um de nós, naquele suposto domingo.
A cada descoberta do novo, ou de novo, o ator vai revelando as possibilidades de criação e cuidado com cada ação e objeto de cena. A cada descoberta do novo, ou de novo, o personagem vai revelando as possibilidades da solidão e do desejo de um sujeito.
A voz em off, que de início parece narrar aquilo que talvez não entendêssemos do que se passa na cena, ou até mesmo para contextualizar o que Sr. M vive, ao final do espetáculo se transforma em chamada de telefone e depois em luz de janela e nos revela que a presença do outro está em nós, em quem precisa e quer o outro. É a palavra transformada em gesto, é ação transmutada em emoção.
A presença de uma mulher para a sobrevivência de Sr. M vai além do sexual. Quando ela nos é apresentada pela janela traz-nos a possibilidade da narrativa do teatro, onde se pode contracenar com bonecos. Mas depois, quando Sr. M a despe em cena, escancara para nós a necessidade de estar com o outro de um Homem qualquer. Ter com quem conversar, brigar, perguntar, e até mesmo sonhar ao sol, dá vida e intensidade a cada momento vivido por Sr. M.
E fica-nos uma pergunta: é a presença do outro que dá vida (presença, emoção etc) ao que se vive?
Enfim, é um espetáculo quase belo, quase perfeito, quase presente... pois sua humanidade faz com que ele ainda tenha mais para dar, para receber e mais para retornar a fazê-lo. E, sobretudo, mais para emocionar-se.
Estão todos convidados a olhar de longe Sr. M, para quem sabe olhar de mais perto a si mesmo. A cada dia um encontro com o inesperado...
Parabéns a todos que fizeram parte deste projeto e bom trabalho.
Por Gabriela Machado
Atriz e arteducadora
Espetáculo de teatro com o ator Marcos Marinho sob direção de Ricardo Martins
Quem não quer na vida, um dia perfeito? E para cada um, a perfeição deve tocar diferente... E por fim, a perfeição será para este um; a sua perfeição. E quem sabe esta já trará consigo uma contradição, isto é, sua imperfeição.
Assim é também a arte. Na busca do belo, encontrará o não belo. E o teatro não poderá ser diferente: na busca pela presença poderá trazer também consigo a não- presença.
É nesta busca da perfeição, do belo e da presença, que se encontram Marcos Marinho e Sr. M, num duplo revelador de si mesmo (e de nós mesmos). E como muito bem propõe e espera o diretor Ricardo Martins, o encontro consigo e com o outro, com aquilo que toca o coração.
Numa cena clara e desenhada, anima-se um palhaço humano a viver um domingo. Não um dia qualquer, mas um domingo perfeito. Quase parecido com os outros vividos, mas as imaginações, as desumanidades e as esperas são novas, vividas ali com cada um de nós, naquele suposto domingo.
A cada descoberta do novo, ou de novo, o ator vai revelando as possibilidades de criação e cuidado com cada ação e objeto de cena. A cada descoberta do novo, ou de novo, o personagem vai revelando as possibilidades da solidão e do desejo de um sujeito.
A voz em off, que de início parece narrar aquilo que talvez não entendêssemos do que se passa na cena, ou até mesmo para contextualizar o que Sr. M vive, ao final do espetáculo se transforma em chamada de telefone e depois em luz de janela e nos revela que a presença do outro está em nós, em quem precisa e quer o outro. É a palavra transformada em gesto, é ação transmutada em emoção.
A presença de uma mulher para a sobrevivência de Sr. M vai além do sexual. Quando ela nos é apresentada pela janela traz-nos a possibilidade da narrativa do teatro, onde se pode contracenar com bonecos. Mas depois, quando Sr. M a despe em cena, escancara para nós a necessidade de estar com o outro de um Homem qualquer. Ter com quem conversar, brigar, perguntar, e até mesmo sonhar ao sol, dá vida e intensidade a cada momento vivido por Sr. M.
E fica-nos uma pergunta: é a presença do outro que dá vida (presença, emoção etc) ao que se vive?
Enfim, é um espetáculo quase belo, quase perfeito, quase presente... pois sua humanidade faz com que ele ainda tenha mais para dar, para receber e mais para retornar a fazê-lo. E, sobretudo, mais para emocionar-se.
Estão todos convidados a olhar de longe Sr. M, para quem sabe olhar de mais perto a si mesmo. A cada dia um encontro com o inesperado...
Parabéns a todos que fizeram parte deste projeto e bom trabalho.
Por Gabriela Machado
Atriz e arteducadora
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